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    CNI pede que “Plano Safra da Indústria” seja política de Estado e tenha mais recursos

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    O diretor de desenvolvimento industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, pediu em entrevista à CNN que o Plano Mais Produção — apelidado de “Plano Safra da Indústria” — seja política de Estado no Brasil e tenha maior volume de recursos para crédito.

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) deve apresentar nas próximas semanas uma atualização ao Nova Indústria Brasil (NIB), programa que traz as diretrizes da política do governo Lula para o setor.

    Segundo apuração da CNN, serão apresentados pelo ministro da pasta, Geraldo Alckmin, um balanço dos primeiros meses da NIB e um aprimoramento às metas relativas às “seis missões” do programa. Também deve haver uma atualização ao Plano Mais Produção — que prevê mobilizar cerca de R$ 300 bilhões em apoio ao setor até 2026.

    Desde o lançamento do Plano em 2023, a CNI elogia as diretrizes. Para o representante, o NIB está em linha com a atenção que a indústria recebe hoje nos Estados Unidos e Europa. Ele, no entanto, pede que as condições de crédito sejam mais parecidas com as do Plano Safra.

    “É necessário um volume de recurso para crédito e inovação em condições semelhantes as destes países, e especialmente àquelas que oferecemos ao agro. O Brasil escolheu ser competitivo no agronegócio e implementou isso. Precisamos fazer escolha semelhante em relação à indústria”, disse.

    Lucchesi destaca que o Plano Mais Produção prevê cerca de R$ 75 bilhões para a indústria neste ano, enquanto o Plano Safra 2024-2025, recentemente anunciado pelo governo Lula, totaliza R$ 475 bilhões em recursos. Além de recursos, para o executivo, é necessário a perenidade do mecanismo.

    “É importante que façamos algo semelhante para o Plano Mais Produção, e que ele não seja um programa de governo, mas, como o Safra, um programa de Estado. O Plano Safra foi criado em 2003 e está em vigência desde então, há mais de duas décadas. É importante que o Plano Mais Produção tenha este mesmo perfil”, afirmou.

    Inicialmente, a atualização ao NIB seria apresentada 90 dias após sua divulgação. A tragédia no Rio Grande do Sul e compromissos internacionais do ministro e vice-presidente Geraldo Alckmin, contudo, acabaram adiando a apresentação.

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