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    Dólar tem queda na abertura em meio a temores de recessão nos EUA

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    O dólar à vista tinha leve baixa ante o real nas primeiras negociações desta terça-feira (11), em linha com as perdas da moeda norte-americana no exterior, um dia depois que temores com a possibilidade de uma recessão nos Estados Unidos provocaram perdas enormes para divisas de países emergentes.

    Às 10h23, o dólar à vista caía 0,36%, a R$ 5,8345 na venda.

    No mesmo horário, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,44%, a 123.969,23 pontos.

    Na segunda-feira (10), o dólar à vista fechou em alta de 1,13%, a R$ 5,8549.

    Em uma sessão com poucos dados e notícias no radar, dólar parecia ser influenciado por um movimento global de correção de preço e realização, uma vez que a divisa disparou ante uma série de seus pares no pregão anterior.

    A principal razão para os ganhos do dólar na segunda-feira foram os receios em relação à saúde da maior economia do mundo, uma vez que os investidores estão preocupados que uma potencial guerra comercial provocada pelas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, possa afetar uma atividade já em desaceleração.

    O sentimento pessimista em relação à economia dos EUA, já fomentado por dados de emprego mais fracos do que o esperado na semana passada e uma deterioração das perspectivas econômicas de consumidores e empresários, ganhou força no fim de semana devido a comentários de Trump.

    Em entrevista concedida à Fox News, Trump evitou prever as consequências de suas medidas tarifárias, sinalizando que os EUA passarão por um “período de transição” enquanto se adaptam às ações tomadas por seu governo.

    Investidores interpretaram a mensagem do presidente dos EUA como uma a abertura à possibilidade de uma recessão no curto prazo a fim de satisfazer a implementação de suas medidas econômicas consideradas mais agressivas.

    Analistas apontam que as tarifas de Trump podem aumentar a inflação nos EUA e pesar sobre a economia ao fazer empresários segurarem investimentos.

    “Ontem foi um dia de forte pessimismo e aversão global ao risco, que provocou uma fuga para a qualidade, com investidores buscando ativos considerados seguros”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

    “Na sessão de hoje, a gente vê um pouco o mercado retornando, devolvendo um pouco desse movimento. Mas o tema continua muito presente”, completou.

    Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em alta de 1,13%, a R$ 5,8549.

    O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,47%, a 103,370.

    Em meio às incertezas sobre as políticas comerciais de Trump, que pretende anunciar uma série de tarifas recíprocas no início de abril, os mercados se posicionavam para a divulgação de mais dados econômicos nesta semana.

    O destaque será o relatório de inflação ao consumidor nos EUA para fevereiro, a ser publicado na quarta-feira, uma vez que os agentes financeiros buscam indícios sobre o espaço que o Federal Reserve terá para cortar a taxa de juros neste ano, o que pode ajudar a afastar os temores de recessão.

    No momento, operadores precificam até três cortes de juros pelo Fed neste ano, cada um de 0,25 ponto percentual.

    Na cena doméstica, o mercado tem retomado o foco em torno do cenário fiscal brasileiro, uma vez que temem os impactos dos esforços do governo federal para reduzir os preços dos alimentos e recuperar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Na frente de dados, o IBGE informou que a produção da indústria no Brasil frustrou as expectativas e ficou estagnada em janeiro, iniciando um ano em que a expectativa é de que o setor sofra desaceleração em meio a condições mais restritivas.

    Cerveja, frutas e TVs: o que deve ficar mais caro nos EUA após tarifas

    *Com informações da Reuters

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