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    Veja o que disse Bolsonaro em seu primeiro encontro com Valdemar

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    Temas como o Projeto de Lei da Anistia e as eleições de 2026 foram discutidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, na última quarta-feira (12).

    Os dois estiveram juntos publicamente pela primeira vez desde fevereiro de 2024, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu que mantivessem contato, mesmo por meio de advogados.

    Na terça-feira (11), o magistrado permitiu a volta de contato entre os dois. Na ocasião, eles se falaram primeiro por telefone.

    Um dia depois, os dois se encontraram presencialmente na sede do PL, em Brasília. Após uma reunião fechada, Valdemar e Bolsonaro falaram com a imprensa.

    Veja abaixo o que disseram:

    PL da Anistia

    Com adiantou a CNN, o projeto de lei que quer anistiar os condenados pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 foi discutida pelos dois.

    Segundo declaração feita pelo ex-presidente, uma das prioridades da direita, será destravar a tramitação da proposta.

    Não tem cabimento. Nós temos órfãos de pais vivos“, disse Bolsonaro. “E que tipo de acusação [contra os envolvidos], meu Deus. Mãe acordando sem os seus filhos, condenados a 16, 17 anos de cadeia. É um absurdo o que estão fazendo com essas pessoas”, prosseguiu.

    Os casos do 8 de janeiro estão sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, mais de 300 pessoas foram condenadas.

    “Preocupação zero”

    A sua denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelo suposto envolvimento em uma trama golpista também foi comentada pelo ex-presidente. Ainda ao lado de Valdemar, Bolsonaro disse não se preocupar com a investida da PGR: “A preocupação sobre o que eu estou sendo acusado é zero”.

    O ex-presidente acredita que as afirmações contidas na denúncia não têm fundamento.

    A PGR denunciou Bolsonaro pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

    A defesa de Bolsonaro já encaminhou manifestação ao STF, pedindo que o caso seja julgado pelo plenário e não pela Primeira Turma. Em entrevistas, o ex-presidente alega que não estava no Brasil da época citada pelo órgão. Ele viajou para os Estados Unidos no fim de 2022.

    Eleições 2026

    Hoje inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro recusa apontar outro nome da direita para tentar a Presidência, e afirmou que querem tirá-lo “do cenário político” no próximo ano.

    “Querem me tirar do cenário político do ano que vem. Eu candidato, eu chego… agora, com inelegibilidade, acusações infundadas… é negar a democracia”, disse.

    Segundo apuração da CNN, Valdemar e Bolsonaro, com o retorno do contato, já começam a traçar possíveis candidaturas para o Senado em 2026.

    Interlocutores do partido dizem que todas as candidaturas passarão pelo aval de Bolsonaro, inclusive os candidatos a suplentes.

    Um dos nomes ventilados é o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que sairia como candidata pelo Distrito Federal. O anúncio, contudo, não deve sair agora.

    “Se começar a anunciar muito cedo, eles começam a levar tiro muito cedo”, citou Bolsonaro.

    “Cuidar da agenda política”

    Já Valdemar Costa Neto brincou afirmando que agora só vai cuidar da agenda política com Bolsonaro.

    “Vou só cuidar da agenda política com o presidente Bolsonaro e não vou dar entrevistas”, disse o líder partidário.

    Apesar de ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF) por supostamente participar da tentativa de golpe, o presidente nacional do PL não entrou na lista de denunciados pela PGR.

    Com isso, a defesa de Valdemar pediu que as medidas restritivas impostas por Moraes — que incluíam proibição de se comunicar com o ex-presidente, de viajar para o exterior e a retenção do seu passaporte — fossem revogadas.

    Em nota oficial, o PL falou em nome do presidente sobre a revogação das imposições, e que Valdemar recebeu “com tranquilidade” a decisão.

    O líder partidário chegou a se encontrar com Moraes no STF no mesmo dia, em uma reunião horas depois do presidente do PL pedir suspensão duas medidas cautelares.

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