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    Americanas “ainda está longe” de sair do modo recuperação, diz presidente

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    A Americanas ainda tem vários trimestres pela frente para conseguir retomar crescimento de forma sustentada, depois de ter voltado o foco mais para sua operação e menos para os assuntos vinculados ao escândalo de fraude contábil, disse o presidente da companhia, Leonardo Coelho, nesta quinta-feira (27).

    “Temos, pelo menos, uns cinco ou seis trimestres pela frente ainda em modo de recuperação, afirmou o executivo em um momento em que as ações da Americanas derretiam 24,5% na bolsa de valores de São Paulo, após a publicação de resultados de quarto trimestre da companhia na noite da véspera.

    “Temos que lembrar o tamanho da crise no início de 2023”, disse Coelho ao ser questionado sobre o desempenho da empresa no final do ano passado em conferência com analistas e investidores. “Sempre dissemos que é um processo longo. Não se consegue fazer uma recuperação que deixe a companhia preparada para o longo prazo acelerando além do que a ela suporta.”

    No quarto trimestre, a Americanas, que no estouro da crise com o chamado “risco sacado” tinha dívida de mais de R$ 40 bilhões, teve prejuízo líquido de R$ 586 milhões. O resultado operacional medido pelo Ebitda ficou perto do zero a zero, conforme a empresa passou a focar mais na operação na segunda metade do ano passado.

    Segundo a diretora financeira, Camille Loyo Faria, a Americanas tem expectativa de deixar o processo de recuperação judicial no final de fevereiro de 2026, quando acredita que a empresa terá cumprido “99% do plano” de reestruturação aprovado pela Justiça do Rio de Janeiro.

    Questionada sobre a falta de visibilidade da empresa sobre a obrigação de venda do Hortifruti Natural da Terra (HNT), definida no plano de recuperação judicial, a executiva afirmou: “ao longo de 2025, em algum momento, faremos esse processo de venda”.

    A venda da rede de hortifrutis de alto padrão concentrada na cidade de São Paulo foi suspensa pela Americanas no final de 2023, em meio a propostas recebidas no calor da pressão do início do processo de recuperação judicial.

    Na visão da Faria, o mercado tinha a visão errada de que a Americanas precisava se desfazer da operação do HNT “a qualquer custo”.

    “A depender das propostas (a serem enviadas neste ano) vamos ver qual será o futuro desse negócio (HNT) dentro ou fora da Americanas”, disse a diretora financeira.

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