Lar Política Câmara de SP vota nesta quarta projeto para GCM virar Polícia Municipal
    Política

    Câmara de SP vota nesta quarta projeto para GCM virar Polícia Municipal

    91
    camara-de-sp-vota-nesta-quarta-projeto-para-gcm-virar-policia-municipal

    A Câmara Municipal de São Paulo votará, nesta quarta-feira (26), um projeto que muda o nome da Guarda Civil Metropolitana para Polícia Municipal.

    O agendamento da votação foi anunciado na terça (25) pelo presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União), em reunião com os líderes da Casa.

    A proposta, de 2017, voltou às discussões no Legislativo após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que é constitucional que as guardas civis realizem patrulhamento ostensivo comunitário.

    O tema foi parar no STF após recurso apresentado pela própria Câmara Municipal, em 2010.

    Um ano antes, em 2009, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) havia julgado inconstitucional em relação à Constituição do estado uma lei de 2004 que dava poderes à GCM de fazer tais ações.

    Pela decisão do Supremo, as guardas municipais e metropolitanas podem agir diante de ações lesivas a pessoas, bens e serviços, podendo, até mesmo, realizar prisões em flagrante.

    A proposta de mudar o nome da GCM para Polícia Municipal volta a correr na Câmara com apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    “A decisão do STF é uma pancada contra a criminalidade. A GCM de São Paulo já está muito bem armada, preparada e treinada”, afirmou o prefeito na semana passada.

    Já nesta semana, Nunes disse que a mudança no nome da GCM vai dar uma “sensação melhor de segurança” para a população.

    “Todo esse trabalho que a Guarda Metropolitana já exerce já é uma atividade de polícia para a segurança das pessoas. A gente, agora, faz essa ação de alterar o nome mais para fortalecer essa presença importante”, disse.

    Hoje, a corporação conta com 7.500 mil agentes, o que a torna maior que a Polícia Militar de dez estados brasileiros, segundo Nunes.

    O projeto que deve ser votado nesta quarta, de autoria da vereadora Edir Sales (PSD), já havia passado por primeira votação no plenário em 2019, quando foi aprovado por 38 votos favoráveis a 5 desfavoráveis.

    Na segunda votação, nesta quarta, o projeto precisa de votos favoráveis de 2/3 da Casa (37 entre 55 vereadores) para ir à sanção pelo prefeito Ricardo Nunes.

    Deixe um comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Artigos Recentes

    Categorias

    Artigos relacionados

    Braga Netto jogava vôlei em 8/1 e ficou surpreso com atos, diz testemunha

    O coronel do Exército Waldo Manuel de Oliveira Aires, testemunha de defesa...

    Justiça nega pedido de cassação do prefeito de Curitiba e de seu vice

    A 175ª Zona Eleitoral de Curitiba decidiu na quinta-feira (22) rejeitar ação...

    Ao lado de líderes da direita, Tarcísio cita grupo “unido” para 2026

    Ao lado de lideranças da direita na noite de quinta-feira (22), o...

    Entenda o que é a sanção que EUA podem aplicar a Moraes

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira...