Lar Saúde Entenda por que Lexa precisou controlar doença autoimune para engravidar
    Saúde

    Entenda por que Lexa precisou controlar doença autoimune para engravidar

    69
    entenda-por-que-lexa-precisou-controlar-doenca-autoimune-para-engravidar

    A cantora Lexa, 29, revelou aos seus seguidores do Instagram na quarta-feira (13) que precisou controlar a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune que ataca as células da tireoide, para conseguir engravidar. A artista está com 5 meses de gestação, fruto do seu relacionamento com Ricardo Vianna, 32.

    Lexa contou que os níveis de taxas hormonais estavam alterados e isso poderia levar a complicações na gravidez. De acordo com Elaine Dias J.K., médica com PhD em endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP), a tireoidite de Hashimoto pode levar ao aborto espontâneo, além de aumentar a chance de infertilidade.

    “A tireoidite de Hashimoto diminui a produção de hormônios tiroidianos, que são extremamente importantes para a mulher se manter fértil e ter uma ovulação de qualidade”, explica. “Por isso, é muito importante a tireoide estar compensada para o momento fértil da mulher, para ela conseguir engravidar de forma mais rápida e mais saudável o possível”, acrescenta.

    Segundo a endocrinologista, a baixa produção de hormônios da tireoide aumenta o risco de períodos de anovulação (ausência de ovulação) e de ter um óvulo com má qualidade, além de aumentar o risco de aborto espontâneo no primeiro trimestre da gravidez.

    “Além disso, nas primeiras oito semanas de vida fetal, o feto ainda não tem tireoide, mas ele tem receptores de tireoide no cérebro e em várias regiões do corpo dele. Então, ele precisa muito do hormônio tireoidiano da mulher. Se a mãe não está com hormônio tireoidiano adequado, o bebê pode nascer com alterações cognitivas”, afirma.

    O que é tireoidite de Hashimoto?

    Também chamada de síndrome de Hashimoto, a tireoidite de Hashimoto é uma doença crônica e autoimune, caracterizada pela ação de anticorpos do organismo que atacam as células da tireoide. Os sintomas característicos da doença incluem cansaço, fraqueza muscular, sonolência, depressão, problemas de memória, entre outros.

    Isso acontece porque, na tireoidite de Hashimoto, a função da tireoide — glândula localizada no pescoço, responsável por produzir hormônios essenciais para o metabolismo — fica prejudicada. Consequentemente, a doença pode causar hipotireoidismo, condição caracterizada pela baixa produção de hormônios da tireoide.

    O diagnóstico da tireoidite de Hashimoto pode ser feito através de exames da função da tireoide, como o TSH (hormônio estimulador da tireoide), cujos níveis elevados indicam hipotireoidismo, e T4 (tiroxina), que confirma os resultados de um teste de TSH quando seu nível está baixo. Teste de anticorpo também ajuda a confirmar se a tireoidite é a causa por trás do hipotireoidismo.

    O tratamento da tireoidite de Hashimoto pode ser feito através da reposição hormonal feita com um hormônio sintético chamado levotiroxina. Esse hormônio produzirá um efeito semelhante ao hormônio T4 produzido naturalmente pela tireoide, ajudando a retomar as funções que a glândula exerce no organismo e, consequentemente, melhorando os sintomas da doença.

    Estudo revela como a gravidez pode mudar o cérebro

    Deixe um comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Artigos Recentes

    Categorias

    Artigos relacionados

    Chips de legumes substituem os alimentos in natura? Entenda como consumir

    Os chips de legumes desidratados ganharam espaço na alimentação de quem busca...

    Qual o perigo de se praticar um esporte “violento” sem preparo

    A prática esportiva é amplamente reconhecida como uma das formas mais eficazes...

    Entenda o que é pneumonia silenciosa, que tem alertado autoridades de saúde

    Um tipo de pneumonia conhecida como “silenciosa” tem gerado preocupação entre médicos...

    Maus-tratos na infância podem afetar memória e aprendizado, diz estudo

    Estudo brasileiro que envolveu 795 participantes entre 6 e 21 anos detalhou...