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    Ibovespa despenca 3,5% na semana com guerra comercial; dólar sobe 1,3%

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    O dólar à vista encerrou a semana em alta, enquanto o Ibovespa registrou perdas, em meio aos temores de escalada da guerra comercial após retaliação da China ao tarifaço dos Estados Unidos, aumentando temor de recessão econômica global.

    Após o forte recuo da véspera, a moeda norte-americana disparou 3,72%, fechando o pregão da primeira semana de abril cotado a R$ 5,8382 — no maior salto em um dia em mais de dois anos.

    Isso fez com que a divisa acumulasse alta semanal de 1,31%, quando encerrou a R$ 5,7627 na venda.

    Já o índice de referência do mercado acionário brasileiro apresentou queda de 3,52% no acumulado da semana, encerrando o dia em queda de 2,96%, a 127.256 pontos.

    Na última quarta-feira (2), o presidente americano Donald Trump anunciou que os EUA estabeleceram tarifas de 34% sobre todas as importações de produtos chineses — medida que deve ocasionar mudar a relação entre os países e piorar a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

    Como parte das medidas retaliatórias anunciadas nesta sexta, a China também adicionou 11 empresas americanas à sua “lista de entidades não confiáveis”, incluindo fabricantes de drones, e colocou controles de exportação em 16 empresas americanas para proibir a exportação de itens chineses de dupla utilização.

    “A decisão da China de impor tarifas de 34% sobre produtos americanos gerou um clima de forte incerteza nos mercados globais. Em cenários como esse, o mercado busca proteção em ativos considerados mais seguros — e o dólar costuma ser a principal escolha. Isso aumenta a demanda pela moeda americana e, consequentemente, valoriza seu preço frente a outras moedas, como o real”, avaliou Christian Iarussi, especialista em investimentos e sócio da The Hill Capital.

    “Os temores de desaceleração econômica nos EUA e na China aumentam a cautela geral. Países emergentes, como o Brasil, são vistos como mais vulneráveis a esse tipo de turbulência, o que intensifica a pressão sobre suas moedas e reforça a fuga para o dólar”, completou.

    Para a próxima semana, o especialista destaca agenda nos Estados Unidos, como ata do Federal Reserve, que deve dar mais pistas da política monetária, além de números da inflação.

    Já no cenário doméstico, Iarussi pontua que os dados da Nota de Política Fiscal e publicações da inflação do mês de março.

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