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    Líderes aguardam anúncio de acordo Mercosul-UE nesta sexta (6)

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    William Waack

    O Mercosul e a União Europeia chegaram a um texto de comum acordo e concluíram as negociações sobre o tratado de livre comércio.

    A confirmação foi feita pelo chanceler do Uruguai, Omar Paganini, após reunião com o negociador-chefe dos europeus, Rupert Schlegelmilch.

    Paganini creditou o avanço nas conversas ao governo brasileiro e disse que a mudança de governo na Argentina também facilitou o progresso.

    A expectativa é que o fechamento do acordo seja anunciado nesta sexta-feira (6), durante a cúpula do Mercosul. Estarão presentes os chefes de Estado do bloco sul-americano e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

    A chegada de von der Leyen já era tratada como um indício da conclusão nas negociações do tratado. A líder da Comunidade Europeia disse que o pacto é a maior parceria de comércio e investimento que o mundo já viu.

    Tanto a presença de Úrsula, quanto a finalização das negociações geraram reações negativas em alguns países do Velho Continente.

    O governo da França reiterou sua oposição ao acordo. O presidente Emmanuel Macron afirmou que os termos atuais do documento são inaceitáveis, ressaltando que, em sua visão, a conclusão das negociações representa uma ameaça ao agro no país.

    Le projet d’accord entre l’UE et le Mercosur est inacceptable en l’état. Le Président @EmmanuelMacron l’a redit aujourd’hui à la présidente de la Commission européenne.

    Nous continuerons de défendre sans relâche notre souveraineté agricole.

    — Élysée (@Elysee) December 5, 2024

    Por isso, Macron vem costurando uma aliança entre parlamentares dos países membros do bloco europeu para conseguir barrar sua aprovação, mesmo que seja assinado pela Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia.

    Além do presidente, a população também saiu às ruas contra o acordo na França e na Bélgica. Agricultores belgas fecharam diversas rodovias, protestando contra as importações de carne bovina dos sul-americanos.

    Eles entendem que o livre comércio entre os continentes tornaria os rendimentos mais baixos e consideram os padrões do tratado complexos.

    Após anunciado, o acordo ainda precisará ser votado pelo Conselho do Parlamento Europeu, onde o governo de cada país tem direito a um voto. O documento precisa da aprovação de pelo menos 15 dos 27 estados-membros do comitê, representando 65% da população do bloco.

    * com informações da Reuters

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