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    Linfoma não Hodgkin: entenda o câncer que afeta Suplicy

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    O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT-SP) deu inicio a um tratamento de imunoquimioterapia após ter sido diagnosticado, em julho, com linfoma não Hodgkin. Esse é um tipo de câncer que se inicia no sistema linfático e se espalha de forma desordenada no organismo.

    De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem mais de 20 tipos diferentes de linfoma não Hodgkin, e os casos têm aumentado nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. Os homens são mais predispostos do que as mulheres. A estimativa é que, anualmente, sejam identificados 12.040 novos casos do câncer, sendo 6.420 em homens e 5.620 em mulheres, segundo o Inca.

    O sistema linfático faz parte do sistema imunológico, que ajuda o corpo a combater doenças. Como o tecido linfático é encontrado em todo o corpo, o linfoma pode acontecer em qualquer região, além de poder afetar tanto crianças e adolescentes quanto adultos.

    Sintomas de linfoma não Hodgkin

    De acordo com o Inca, os principais sintomas do linfoma não Hodgkin incluem:

    • Aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço, axilas e/ou virilhas;
    • Suor noturno excessivo;
    • Febre;
    • Coceira na pele;
    • Perda de peso sem causa aparente.

    Fatores de risco

    Ainda de acordo com o Instituto, alguns fatores aumentam o risco de desenvolvimento do linfoma não Hodgkin. São eles:

    • Uso de drogas imunossupressoras;
    • Viver com o vírus do HIV;
    • Doenças genéticas hereditárias que comprometem o sistema imunológico;
    • Ter tido infecção por Epstein-Barr, HIV-1 e HTLV1 e da bactéria Helicobacter pylori;
    • Contato com substâncias químicas associadas à ocorrência da doença, como agrotóxicos, aminas aromáticas, benzidina, benzeno, bisfenil policlorado, tricloroetileno, tetracloreto de carbono, solventes orgânicos, radiação ionizante e ultravioleta, tetracloreto de carbono, entre outras;
    • Exposição a altas doses de radiação.

    Como é feito o diagnóstico e tratamento?

    O diagnóstico do linfoma não Hodgkin é feito com a ajuda de exames, como a biópsia (retirada de pequena porção de tecido, em geral dos gânglios linfáticos, para análise em laboratório), punção lombar, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

    A detecção precoce da doença é fundamental para o sucesso do tratamento, já que um tumor em fase inicial pode ser mais facilmente tratado. O diagnóstico precoce pode ser feito por meio de exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos em pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença ou com maior risco de desenvolvê-la.

    A maioria dos casos de linfoma não Hodgkin são tratados com a ajuda de quimioterapia, podendo ser associada ou não a imunoterapia ou a radioterapia. Entenda cada uma delas:

    • Quimioterapia: combina duas ou mais drogas, administradas por via oral ou intravenosa;
    • Imunoterapia: uso de medicamentos que têm um alvo específico para um componente presente nas células do linfoma;
    • Radioterapia: uso de radiação para erradicar ou reduzir a carga tumoral em locais específicos.

    De acordo com o Inca, a escolha do tratamento dependerá do tipo específico do linfoma não Hodgkin.

    Imunoterapia pode aumentar sobrevida em casos de linfoma de Hodgkin

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