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    Ministro fala em ato “esvaziado” e diz que anistia “não é pauta do Brasil”

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    O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse à CNN nesta segunda-feira (17) que o projeto de lei que prevê anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro “não é uma pauta do Brasil”, mas um tema isolado de setores radicais da sociedade.

    Segundo o ministro, esse é um tema de responsabilidade do Supremo Tribuna Federal analisar.  

    “Eu penso que não é uma pauta do Brasil, é uma pauta isolada de setores da sociedade, mais radical. É uma questão do Supremo Tribunal Federal. Eu acho que o que tem que ser discutido é a tipificação da denúncia e a tipificação das condenações, e eu espero que o Supremo possa cumprir o seu papel institucional”, afirmou em entrevista à CNN. 

    O ministro também criticou o ato coordenado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no último domingo (16), na orla da praia de Copacabana. De acordo com Costa Filho, o ato estava esvaziado e não teve qualquer proposta política.  

    “Foi um ato, que nós vimos, esvaziado. Claramente é uma pauta que não dialoga com a sociedade brasileira. E o que mais me chamou atenção é que eu não ouvi, em nenhum discurso de ontem, uma proposta para o Brasil. O que se viu foram críticas e nenhuma proposta pedagógica para o Brasil, uma causa na segurança pública, uma causa na educação, uma causa social”, ressaltou.  

    “Eu acho que o Brasil está cansado de briga, de arenga, como se diz no Nordeste. As pessoas querem paz institucional”, destacou o ministro.   

    As manifestações em Copacabana tiveram os pedidos de anistia como pauta principal. Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que trata do tema está sendo debatido desde o ano passado. A oposição quer protocolar um pedido de urgência para o texto nesta semana.

    A ampliação desse projeto para beneficiar Bolsonaro e torná-lo elegível em 2026 é uma pauta que busca ser alavancada pelo PL. 

    De acordo com levantamento do Datafolha, o ato de domingo reuniu 30 mil pessoas, muito abaixo do público de 1 milhão esperado por Bolsonaro. 

    No evento, o ex-presidente criticou o Supremo Tribunal Federal, disse que está sendo perseguido e que será candidato em 2026. Autoridades, como os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, estiveram no evento.

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