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    “Não havia ninguém armado”, diz Múcio sobre 8 de janeiro

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    Nesta segunda-feira (10), o ministro da Defesa, José Múcio, declarou que não havia chefe e nem ninguém armado durante os atos contra os Três Poderes de 8 de janeiro.

    “Não havia um chefe, não havia ninguém armado, alguém que você pudesse se entender, alguém que você pudesse dialogar. Não vi uma arma. Sou capaz de dizer que quem organizou aquilo não foi, desistiu, não apareceu e ficou aquele quebra-quebra todo”, afirmou Múcio em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura.

    “Foi uma coisa curiosa aquilo. Houve uma combinação”, acrescentou o ministro.

    Múcio revelou ainda que o 8 de janeiro foi o período mais complicado de sua gestão.

    “Do dia 8 [de janeiro], até abril, eu me senti órfão, porque a direita estava ‘zangadíssima’ porque os militares não aderiram o golpe. E a esquerda porque achavam que os militares criaram aquele golpe, e, na verdade, nós devemos a eles não ter tido o golpe”, disse.

    PL da Anisita

    O ministro também falou sobre o PL da Anisita, que tem como objetivo conceder perdão às pessoas investigadas por participarem dos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a pertence ao Congresso Nacional.

    “Devia ter uma dosimetria, tem gente que quebrou uma cadeira, tem gente que armou esse movimento, se for tudo comprovado que este pague, se for um golpe, que este pague. Tem todo tipo, você não pode condenar uma pessoa da mesma pena, quem armou, quem financiou e quem foi lá encher o movimento. Isso é uma decisão que pertence ao Congresso Nacional”, disse.

    Múcio destacou que anseia pelo fim das investigações, “porque só aí nós vamos deixar de fazer conjecturas e achismos e verdadeiramente encontrar o culpado. Nós vamos saber se havia um golpe arquitetado se nos inquéritos aparecerem as denúncias. Se não foi golpe foi um conjunto de baderneiros patrocinado por alguns empresários irresponsáveis que acharam que rasgando quadro, derrubando estátua, quebrando relógio, estavam fazendo um movimento político”.

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