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    Papa Francisco: entenda como AVC pode levar à morte

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    O papa Francisco morreu aos 88 anos após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) e falência cardíaca, de acordo com o Vaticano. A informação foi divulgada pelo médico do Vaticano, Andrea Arcangeli, em um atestado de óbito divulgado nesta segunda-feira (21).

    O AVC acontece quando vasos sanguíneos que irrigam o cérebro entopem ou se rompem, provocando paralisia da área cerebral que ficou sem circulação do sangue. Segundo o Ministério da Saúde, essa é uma das principais causas de morte em todo o mundo.

    Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico, caracterizado pelo rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia, e o isquêmico, que ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais. O AVC isquêmico é o mais comum, representando 85% de todos os casos.

    O AVC pode ser fatal quando não é tratado rapidamente. Além disso, apesar de menos comum, o tipo hemorrágico é o mais perigoso e o que representa maior risco à vida.

    Em matéria publicada anteriormente na CNN, o neurologista Eli Faria Evaristo, da Clínica DFV Neuro e da Sociedade Brasileira de AVC, apontou que a rápida identificação de sintomas e pronto atendimento reduz significativamente o risco de morte.

    Para isso, existem métodos como o “SAMU”, que consiste em quatro etapas simples:

    • Sorrir (para avaliar se existe falha de movimento);
    • Abraçar (para checar o movimento de braço e se há fraqueza);
    • Música (para ver se a pessoa consegue falar letras completas de forma normal);
    • Urgência (caso haja algum dos três anteriores, procurar atendimento médico).

    Os sintomas do AVC incluem confusão mental, alteração da fala ou compreensão, alteração na visão (em um ou ambos os olhos), dor de cabeça súbita intensa, alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

    Entre os fatores de risco para o AVC estão hipertensão, sobrepeso, uso excessivo de álcool, obesidade, diabetes tipo 2, idade avançada, histórico familiar, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo.

    De acordo com Evaristo, os tratamentos apresentam melhores resultados quando aplicados nas primeiras horas do AVC.

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