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    Presentes de Dia das Mães estão 5,3% mais caros em 2025, diz Fecomercio-SP

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    Quem escolher presentear nesse Dia das Mães deve sentir o orçamento mais pesado, é o que revela uma pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

    Isso porque, produtos tradicionais ligados a data registraram um aumento acumulado de 5,3% em 12 meses — considerando até março de 2025. A alta é relevante quanto comparado ao mesmo período de 2024, quando o aumento foi de 0,48%.

    Segundo a pesquisa, que monitorou a variação de preço de 26 itens, as joias se destacam como a opção mais cara, com aumento de 26,81%, reflexo da valorização do ouro no mercado internacional, que subiu 40% em um ano.

    Além disso, tarifas impostas pelo governo norte-americano levaram a uma procura maior pelo metal, estimulando ainda mais a alta nos preços.

    Outro produto com aumento substancial foi o chocolate, que já estava caro na Páscoa. Até o momento, os bombons apresentam alta de 21,77%, enquanto os achocolatados subiram 16,11%.

    O cenário é reflexo do desequilíbrio entre a oferta e a demanda global por cacau. A perspectiva, segundo a FecomercioSP, é de que os preços só se normalizem em médio e longo prazos — o que significa que as famílias terão de lidar com os valores elevados por mais algum tempo.

    Na sequência, aparecem perfumes (8,44%), artigos de maquiagem (6,52%) e produtos para cabelo (6,03%). Nesse caso, como parte desses itens são importados, acabam sendo afetados pela variação do dólar.

    Outra razão para o aumento são os custos dos insumos da indústria de cosméticos e de produtos de beleza em geral.

    Por outro lado, quem optar por presentear com vestuário pode se beneficiar, uma vez que houve uma queda de quase 10% no preço do algodão no mercado internacional. 

    Produtos como lingeries apresentaram queda de 4,34%, sendo seguido pelas blusas com recuo de 3,31% e saias com queda de 1,92%.

    Além disso, o levantamento também observou as variações de preços dos produtos eletrônicos, como o computador pessoal registrando alta de 5,14% e o televisor com baixa de 0,22%, além dos telefones, com recuo de 1,85%.

    Já entre os serviços, a alimentação fora de casa está, em média, 7,17% mais cara do que há um ano, enquanto serviços de manicure e design de sobrancelhas subiram, respectivamente, 9,7% e 7,55% — ambos acima da média nacional de inflação (5,48%).

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