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    Risco fiscal impulsiona alta recente do dólar

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    William Waack

    O dólar renovou seu recorde histórico nominal nesta terça-feira (17), fechando o dia acima dos R$6,09. O câmbio reflete a falta de confiança dos agentes econômicos na política fiscal do governo.

    O movimento de alta se consolidou pela manhã, mesmo com intervenção do banco central que leiloou US$1,27 bilhão. Quando a cotação chegou a R$6,20, o BC foi novamente ao mercado vendendo mais de US$2 bilhões à vista.

    Foi o quarto dia útil seguido em que a autoridade monetária interveio no câmbio. A variação cedeu após o anúncio da votação do pacote fiscal na Câmara, mas não evitou o novo recorde.

    A tendência de alta é reflexo da demanda aquecida de fim de ano. E, apesar da sazonalidade, o movimento tem sido mais agudo neste ciclo. A explicação está na falta de confiança do mercado na política fiscal do governo.

    A dúvida é se o governo conseguirá manter o volume de cortes no orçamento previsto no pacote fiscal.

    A divulgação da ata da última reunião do Copom também contribuiu para a piora na percepção de risco. O comunicado diz que a política fiscal está concorrendo com a política monetária, aumentando o processo inflacionário e os custos para convergência à meta.

    Aliados do Planalto indicam que o mau humor do mercado não passa de um ataque especulativo. E que a economia vai bem, com crescimento do PIB consistente e desemprego baixo. Porém, em um cenário de juros altos e incerteza fiscal, analistas apontam que o cenário positivo é insustentável.

    Um dos indicadores dessa piora é a inflação, que está acima da meta definida pelo governo. dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, mostram que a composição da alta dos preços mudou nos últimos meses.

    Antes, a tendência estava concentrada nos consumidores mais ricos. Agora, a inflação dos mais pobres acelerou e já acumula 5,08% nos últimos 12 meses – mais de meio ponto percentual na comparação com os de renda alta.

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