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    Trabalhamos para que crise não afete relações com Paraguai, diz secretária

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    A secretária de América Latina e Caribe, embaixadora Gisela Padovan, afirmou nesta quinta-feira (3) que o Ministério de Relações Exteriores tem trabalhado junto a embaixadores paraguaios para que o episódio que revelou uma possível espionagem por parte do Brasil não atrapalhe as relações entre os países.  

    A embaixadora disse lamentar o ocorrido e afirmou que “não nos passaria pela cabeça espionar um país amigo”.  

    “Nós estamos trabalhando com as nossas contrapartes paraguaias para que isso não empane uma relação que é tão vigorosa, tão boa e histórica como nossa relação com o Paraguai”, afirmou Gisela.  

    A declaração foi feita em entrevista coletiva a respeito da vigem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Honduras, onde participará da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).  O Paraguai é integrante da Celac e deve participar do encontro. 

    Na segunda-feira (31), o portal UOL noticiou uma suposta ação hacker da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) contra o governo do Paraguai para obter dados relacionados à negociação bilateral da Usina Hidrelétrica de Itaipu. 

    A operação teria sido criada ainda no final do governo de Jair Bolsonaro (PL), mas – segundo a reportagem — teve continuidade na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com atuação do atual diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa. 

    Em nota, o Ministério das Relações Exteriores negou espionagem por parte do governo Lula e disse reiterar o “compromisso com o respeito e o diálogo transparente como elementos fundamentais nas relações diplomáticas com o Paraguai e com todos seus parceiros na região e no mundo”. 

    Fontes ouvidas pela CNN dizem que a suposta operação foi uma ação de contraespionagem ao país vizinho.

    Sob reserva, funcionários da agência afirmaram que o Paraguai teria investigado o Brasil primeiro, durante as negociações sobre as tarifas da usina hidrelétrica de Itaipu.

    Já fontes do Itamaraty alegam que a ação dos paraguaios teria ocorrido em 2022, ainda no governo Bolsonaro.

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