Lar Economia Comitiva do governo vai à China estreitar laços em áreas estratégicas
    Economia

    Comitiva do governo vai à China estreitar laços em áreas estratégicas

    111
    comitiva-do-governo-vai-a-china-estreitar-lacos-em-areas-estrategicas

    CNN Brasil Money

    Em meio à guerra tarifária entre Estados Unidos e China, o governo brasileiro busca estreitar mais os laços com Pequim. Uma comitiva de técnicos do governo brasileiro, liderada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, desembarca neste final de semana na capital chinesa para cumprir agendas preparatórias da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para o início de maio.

    A ideia é posicionar o país estrategicamente e aproveitar a janela de oportunidades gerada pela disputa entre as duas maiores economias do mundo.

    A aproximação do Brasil com a China, em meio à disputa econômica com os EUA, ocorre em um cenário onde o país busca não só ampliar suas exportações e investimentos, mas também conquistar autonomia tecnológica e energética, sem se ver refém de grandes potências.

    A missão tem três eixos principais: infraestrutura, produção e ciência e tecnologia.

    No eixo de transformação produtiva e inovação tecnológica, o foco será a integração de cadeias produtivas entre os dois países, com articulações para transferência de tecnologia, adensamento industrial e atração de investimentos.

    Segundo fontes do governo, ao longo do último ano foram mapeadas oportunidades em setores estratégicos, como fotovoltaicas, semicondutores, energia e setor automotivo, com possibilidade de parcerias entre empresas brasileiras e chinesas.

    Essas reuniões fazem parte de um esforço mais amplo iniciado no começo do governo Lula, com a formulação da Nova Indústria Brasil (NIB).

    Desde então, o governo identificou um cenário internacional favorável, marcado por uma nova fronteira tecnológica, a chamada indústria 4.0, e um contexto geopolítico em que diversos países buscam maior resiliência produtiva e autonomia estratégica.

    O governo avalia que, diferente de outras nações, o Brasil não enfrenta contingências internacionais significativas e tem buscado ampliar o diálogo em diversas frentes.

    Nos últimos meses, Lula firmou o acordo do Mercosul com a União Europeia — aguardado há mais de 20 anos —, aprofundou relações com países vizinhos, além de manter diálogo com Chile, México, Argentina e China.

    Especialistas: Brasil pode liderar transição para mercado de baixo carbono

    Acompanhe Economia nas Redes Sociais

    Deixe um comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Artigos Recentes

    Categorias

    Artigos relacionados

    China e EUA: trégua traz alívio temporário em meio a tensões crescentes

    Uma trégua surpresa na crescente guerra tarifária entre os EUA e a...

    Xiaomi anuncia SUV elétrico e novo chip para rivalizar com Tesla e Apple

    A gigante chinesa de eletrônicos de consumo Xiaomi lançou um novo SUV...

    Após abrir em alta, dólar cai com recuo da Fazenda sobre parte do IOF

    O Ibovespa recuava nesta sexta-feira (23), perdendo o patamar dos 137 mil...

    Trump ameaça impor tarifa de 50% contra União Europeia a partir de junho

    “A União Europeia, formada com o objetivo principal de tirar vantagem dos...