Lar Economia O desequilíbrio na economia sempre vai gerar novos impostos, diz Samuel Pessôa ao WW
    Economia

    O desequilíbrio na economia sempre vai gerar novos impostos, diz Samuel Pessôa ao WW

    109
    o-desequilibrio-na-economia-sempre-vai-gerar-novos-impostos,-diz-samuel-pessoa-ao-ww

    William Waack

    O pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e chefe de pesquisa do Julius Baer Brasil, Samuel Pessôa, em participação no programa WW desta quarta-feira (27), abordou a recente proposta de cobrança de impostos para os super-ricos, destacando um problema estrutural na economia brasileira.

    Segundo Pessôa, o principal desafio que preocupa o mercado financeiro é a existência de regras que obrigam o gasto público a crescer sistematicamente mais rápido do que a economia.

    “Se o gasto público cresce na mesma proporção [que a economia], o gasto com proporção da economia está parado. E aí você tem um certo equilíbrio”, explicou.

    Ciclo de desequilíbrio e novos impostos

    O especialista alertou que, quando as regras forçam um crescimento do gasto público superior ao da economia, cria-se um ciclo onde “todo ano o Congresso precisa aprovar novos impostos”.

    Pessôa enfatizou que este não é um problema pontual, mas sim recorrente: “Aí, no outro ano, o desequilíbrio se refaz, porque o gasto cresce a uma velocidade maior e assim sucessivamente”.

    Ao analisar a proposta de incluir a valorização do salário mínimo no arcabouço fiscal, Pessôa a classificou como “mentirosa” e “falaciosa”. Ele argumentou que esta medida não resolve o problema estrutural, pois o gasto público cresceria ainda mais rápido devido ao aumento demográfico dos beneficiários de programas vinculados ao salário mínimo.

    “Pela demografia brasileira, o número de beneficiados com programas públicos vinculados ao salário mínimo é de 2 a 3%. Então, se o salário mínimo vai crescer a taxa de crescimento do arcabouço, os benefícios, que é o gasto público vinculado aos benefícios vinculados ao mínimo, vão crescer a 2,5 mais o número de beneficiados, que é outro 2,3. Ou seja, aqueles gastos vinculados ao mínimo vão crescer 5, que é mais do que o PIB”, detalhou o pesquisador.

    Pessôa concluiu que, embora a proposta possa minorar um pouco o problema, o desequilíbrio continuará se refazendo ano após ano, perpetuando a necessidade de novos impostos para cobrir o crescente gasto público.

    Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

    Acompanhe Economia nas Redes Sociais

    Deixe um comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Artigos Recentes

    Categorias

    Artigos relacionados

    China e EUA: trégua traz alívio temporário em meio a tensões crescentes

    Uma trégua surpresa na crescente guerra tarifária entre os EUA e a...

    Xiaomi anuncia SUV elétrico e novo chip para rivalizar com Tesla e Apple

    A gigante chinesa de eletrônicos de consumo Xiaomi lançou um novo SUV...

    Após abrir em alta, dólar cai com recuo da Fazenda sobre parte do IOF

    O Ibovespa recuava nesta sexta-feira (23), perdendo o patamar dos 137 mil...

    Trump ameaça impor tarifa de 50% contra União Europeia a partir de junho

    “A União Europeia, formada com o objetivo principal de tirar vantagem dos...