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    Tensão no IBGE aumenta e servidores chamam atual gestão de “autoritária”

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    A tensão entre Márcio Pochmann, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e servidores da autarquia ganhou novos contornos nesta segunda-feira (20), após a circulação de uma carta elaborada por diretores do instituto com críticas ao presidente. O documento conta com a assinatura de 100 servidores.

    Na carta, assinada majoritariamente por diretores e gerentes de diversas áreas, os funcionários da instituição afirmam que a condução do IBGE por Pochmann tem um “viés autoritário, político e midiático”. “Sua gestão ameaça seriamente a missão institucional e os princípios orientadores do IBGE”, afirmam os servidores.

    A tensão teve início ainda no ano passado, após a criação da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE, chamada de IBGE+. O braço da instituição produz projetos e pesquisas para instituições privadas. Os recursos são direcionados ao IBGE.

    Na avaliação dos servidores que assinaram a carta, a fundação foi criada sem diálogo com os funcionários do instituto. Os funcionários pedem a paralisação dos trabalhos da fundação e afirmam que Pochmann “impõe a criação da Fundação IBGE+ como única alternativa às demandas por recursos financeiros”.

    “Nós, servidores do IBGE, assim como o sindicato, nos posicionamos firmemente em defesa do IBGE e de sua história, reivindicando a imediata paralisação dos trabalhos da controversa Fundação IBGE+, criada à nossa revelia, e a abertura de debates e consultas internas sobre seu futuro”, consta no documento.

    Os servidores também pedem atenção da sociedade e das autoridades para solucionar a crise.“O clima organizacional está deteriorado e as lideranças encontram sérias dificuldades para desempenhar suas funções. Por isso, não vemos outro caminho senão solicitar o apoio da sociedade e a atenção das autoridades competentes para sanar a crise instaurada”, afirma o grupo.

    Crise

    No início de janeiro, os diretores Elizabeth Hypolito e João Hallak Neto pediram exoneração e deixaram os cargos devido ao descontentamento com a gestão de Pochmann. Além disso, no último dia 15, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do IBGE (ASSIBGE) divulgou uma carta criticando a criação da fundação e afirmando que o braço foi desenvolvido “paralelamente e em segredo”.

    O presidente do instituto rebateu as críticas e afirmou que servidores estavam divulgando “mentiras”.

    A CNN procurou a assessoria do IBGE sobre a carta divulgada nesta segunda-feira e fica aberta à manifestação de Pochmann.

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